Setembro Amarelo

Como Terapeuta Sistêmica de Família e Casal e Psicanalista, penso que precisamos falar sobre o suicídio, seus riscos e repercussões.

Tal tema, tão desconhecido, doloroso e desafiador, nos remete à nossa humanidade fragilizada diante do "inexplicável". Cercado de dor, dogmas e "inexplicabilidade", o suicídio permanece, na maior parte das vezes, intocável, indecifrável, incompreensível e imerso em muitos tabus, desapontamentos e culpas impronunciáveis.


A Campanha do “Setembro Amarelo” nos convida a fazer o caminho contrário: desfazer dogmas, enfrentar o desconhecido e colocarmos-nos a serviço das pessoas que experimentam uma dor tão atroz, à qual busca exterminar, por meio do suicídio.

Quando não nos dispomos a conhecer as motivações, quando não ousamos acolher ou compartilhar os medos e tabus que envolvem os suicídios e suas tentativas, corremos o risco de cedermos ao "insucesso" da vida.



Vivemos tempos difíceis, especialmente nestes tempos atuais de pandemia. Nunca, nestas gerações viventes, nos aproximamos tanto da morte. Os fatores deflagradores de dores avassaladoras espreitam a vida de tantos. É preciso se abrir para conversas difíceis, ser presença na dor do outro, opção no desespero, sem julgar... Apenas sermos recurso de Luz na vida de quem, de fato, só quer se livrar da dor.


O “Setembro Amarelo” nos convida a fazer a diferença na vida do outro. Indicar ajuda profissional e estar ao lado, minimizando fatores de risco para quem não precisa de julgamento, e sim, de ajuda.


-Ana Márcia Cavalcanti-

Terapeuta de Família e Casal. Psicanalista.

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